segunda-feira, 25 de abril de 2011

Ciclo hidrológico (6 ano)

Alunos,


Olhem esta animação sobre o ciclo hidrológico. Muito bom!!! Não deixem de ver. Bjs

Tia Mila
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  Ciclo da água

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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Estudo dirigido para o 7 ano (Parte 1)


Alunos,

Estou postando um estudo dirigido sobre Reinos. Tentem responder. As respostas estão logo abaixo. Bons estudos!! Beijos!


Questão 01- A que Reino pertencem as bactérias? Qual é o fator celular primordial que difere este Reino da bactérias de outros Reinos dos seres vivos?

Questão 02-Classifique as bactérias abaixo de acordo com sua forma celular, respectivamente.



Questão 03-Corrija as afirmações abaixo:

a) Seres unicelulares, eucariontes, encontrados em colônias, fotossintetizantes, comuns em lagos, rios e água doce são do Reino Monera.
b) Seres unicelulares, com células mais complexas e uma diversidade de estruturas internas e, principalmente, a presença de um núcleo não delimitado são do Reino Protista.
c) Seres que decompõem organismos mortos para usar o material e a energia proveniente dessa atividade na composição de seus corpos são do Reino Vegetal.

Questão 04- Leia o quadro a seguir e responda o que se pede nas próximas duas questões.





COMPONENTES CELULARES

Células
A
B
C
CLOROPLASTOS
-
+
-
MITOCÔNDRIAS
+
+
-
PAREDE CELULAR
-
+
+
ENVOLTORIO CELULAR
+
+
-
RIBOSSOMOS
+
+
+
COMPLEXO DE GOLGI
+
-
NUCLÉOLO
+
+
-


a) Pelas características do quadro, quais células são, respectivamente, características dos reinos, Monera, Animal e Vegetal?

A) C, B e A
B) A, B e C.
C) C, A e B.
D) B, A e C.

b) A classificação das células anteriores pertencentes aos reinos se deve ao reconhecimento de características que são, respectivamente:

A) presença de parede celular, complexo de Golgi e ribossomos. 
B) ausência de cloroplastos, presença de envoltório celular e presença de cloroplastos.
C) presença de envoltório celular, presença de cloroplastos e ausência de complexo de Golgi
D) ausência de envoltório celular, ausência de cloroplastos e presença de cloroplastos.

Questão 05- Diferencie bactérias de cianobactérias ou algas azuis.

Questão 06-Cite algumas formas de locomoção dos protistas.

Questão 07- Sobre a  “ amebíase”, responda:

a)  Qual é o agente patogênico, que prejuízos traz ao hospedeiro e quais são os sintomas da infestação ?
b)  Quais são as medidas profiláticas contra a infestação ?  


Questão 08- Sobre a  “ doença de Chagas” , responda:

    a)  Qual é o agente patogênico e que prejuízos traz ao hospedeiro ? Quais são os sintomas?
    b) Que medidas profiláticas devem ser adotadas contra a infestação ?  


Questão 09- Caracterize os fungos.

Questão 10- Por que se diz que os fungos fazem papel de organismos decompositores?

Questão 11- Qual a importância dos fungos na alimentação humana?

Questão 12- Qual a relação entre o crescimento da massa do pão e a fermentação dos fungos?

Questão 13- Quais os fungos mais conhecidos? Cite duas características principais.

Questão 14- Onde podem viver os fungos? 

Questão 15- Como são chamadas as doenças provocadas por fungos?






 Respostas

Questão 01- Reino Monera. O que difere dos outros reinos é que aquelas os organismos do reino Monera são procariontes.

Questão 02- Cocos, bacilos, vibrião e espirilos

Questão 03- a) eucariontes- procariontes; b) núcleo não delimitado- diferenciado; c) Reino Vegetal- Reino Fungi

Questão 04- 
a) Letra A 
b) Letra D

Questão 05- As bactérias são heterotróficas e as algas azuis são autotróficas.

Questão 06-Protozoários amebóides – deslocando-se e capturando alimentos através de pseudópodes (como se fosse um movimento ondulatório); protozoários flagelados - locomoção e obtenção de alimentos por meio de batimento flagelar; protozoários ciliados – que se deslocam ou obtêm alimentos por meio de cílios. 

Questão 07- 
a) A causa da amebíase se dá pela infecção de protozoário (Entamoeba histolytica). Seus principais sintomas são desconforto abdominal, que pode variar de leve a moderado, sangue nas fezes, forte diarréia acompanhada de sangue ou mucóide, além de febre e calafrios.
b) Como na maioria das doenças, a melhor medida ainda é a prevenção, neste caso, a prevenção se dá através de medidas higiênicas mais rigorosas junto às pessoas que manipulam alimentos, saneamento básico, não consumir água de fonte duvidosa, higienizar bem verduras, frutas e legumes antes de consumi-los, lavar bem as mãos antes de manipular qualquer tipo de alimento, e, principalmente após utilizar o banheiro.

Questão 08- 

a) É uma doença infecciosa causada por um protozoário parasita chamado Trypanosoma cruzi. Este animal de hábito noturno se alimenta, exclusivamente, do sangue de animais vertebrados. Vive em frestas de casas de pau a pique, camas, colchões, depósitos, ninhos de aves, troncos de árvores, dentre outros locais, sendo que tem preferência por locais próximos à sua fonte de alimento. Ao sugar o sangue de um animal com a doença, este inseto passa a carregar consigo o protozoário. Ao se alimentar novamente, desta vez de uma pessoa saudável, geralmente na região do rosto, ele pode transmitir a ela o parasita.Este processo se dá em razão do hábito que este tem de defecar após sua refeição. Como, geralmente, as pessoas costumam coçar a região onde foram picadas, tal ato permite com que osparasitas, presentes nas fezes, penetrem pela pele. Estes passam a viver, inicialmente, no sangue e, depois, nas fibras musculares, principalmente nas da região do coração, intestino e esôfago. Febre, mal-estar, falta de apetite, dor ganglionar, inchaço ocular e aumento do fígado e baço são alguns sintomas que podem aparecer inicialmente (fase aguda), embora existam casos em que a doença se apresenta de forma assintomática.

b) A prevenção está centrada no combate ao vetor, o barbeiro, principalmente através da melhoria das moradias rurais a fim de impedir que lhe sirvam de abrigo. A melhoria das condições de higiene, o afastamento dos animais das casas e a limpeza frequente das palhas e roupas são eficazes.

Questão 09- 
Os fungos mais conhecidos são os bolores, fermentos, lêvedos, orelhas de pau, mofos e cogumelos. São todos organismos eucariontes e heterotróficos. Podem viver livres na água ou no meio terrestre, onde há predominância de matéria orgânica. Para poderem absorver a matéria orgânica de que necessitam, os fungos mantêm três tipos de relacionamentos com outros seres vivos: saprofitismo (nutrem-se de restos de seres vivos que eles mesmos decompõem), mutualismo (associação com outro ser onde os dois se beneficiam) e parasitismo (nutre-se de substâncias orgânicas do corpo de animais ou plantas vivos).A maioria dos fungos é constituída por filamentos microscópicos denominados hifas, que em conjunto formam um emaranhado denominado micélio.

Questão 10- 
Os fungos desempenham importantíssimo papel na Natureza: são eles que, juntamente com as bactérias do solo, fazem a decomposição de cadáveres de animais e de plantas. Nesse papel de decompositores da cadeia alimentar, eles permitem a reciclagem dos elementos químicos que constituem a matéria orgânica. Se não fosse assim, os elementos se esgotariam para os seres vivos.

Questão 11- 
Os fungos são antigos aliados da humanidade, utilizados na fermentação do pão e na produção de bebidas alcoólicas. Além disso eles emprestam um sabor característico ao queijos tipo roquefort, camembert, gorgonzola e muitos outros, sem falar na utilização de fungos diretamente na alimentação, como é o caso dos famosos champignons.

Questão 12- 
O fermento biológico é um tipo de fungo utilizado desde a Antigüidade na produção de pães e bebidas alcoólicas. Somente com o uso do microscópio verificou-se que o fermento é constituído de seres vivos, unicelulares que se produzem por esporos e brotamento.
O fermento colocado na massa do pão alimenta-se dela e produz gás carbônico. Com a formação de bolhas de gás carbônico no interior da massa, esta aumenta de volume e se torna porosa, originando um pão macio.
A técnica de produção de bebidas alcoólicas é semelhante. O fungo presente no caldo da cana, no suco da uva ou em outro líquido açucarado utiliza o açúcar como alimento e realiza sua fermentação. Nesse processo são liberados gás carbônico e álcool. Assim, do suco de uva produz-se vinho e do caldo de cana produz-se cachaça.

Questão 13- 
Os fungos mais conhecidos são os bolores, fermentos, lêvedos, orelhas-de-pau, mofos e cogumelos. São todos organismos eucariontes e heterotróficos. 

Questão 14- 
Podem viver livremente na água ou no meio terrestre, onde há predominância de matéria orgânica. 

Questão 15- 
  São chamadas de micoses.


quarta-feira, 20 de abril de 2011

Jogo: Visão (8 ano)







Muito bom!!! Não deixem de acessar este jogo. Cliquem aqui.







Célula (7 ano)





Nomeie cada estrutura da célula animal. Acesse o link.





Teoria da Endossimbiose (7 ano)

Acessem aqui essa animação sobre a endossimbiose. Muito legal!!!




Bactéria (7 ano)

Clique aqui e acesse a ilustração das estruturas de uma bactéria. Interessante!!



Vídeo- Audição (8 ano)

                                         Acessem:  Parte 1Parte 2Parte 3

Vídeo- Visão (8 ano)

Acessem: Visão- Parte 1 e Visão- Parte 2

Estudo dirigido-Parte 1 (8 ano)

EVOLUÇÃO


Exercício 1-Marque a resposta certa



Exercício 2- Escolha a definição correta



Exercício 3- Complete as lacunas



Exercício 4- Leia o texto e escolha a resposta correta




Exercício 5- Complete as lacunas



Estudo dirigido-Parte 1 (6 ano)

SISTEMA SOLAR E ASTRONOMIA

Exercício 1-Respostas curtas


Exercício 2-Correlacione as colunas


Exercício 3- Palavras curtas


Exercício 4- Respostas curtas

sábado, 9 de abril de 2011

Sistema Nervoso


Os mais variados sistemas nervosos têm algumas características em comum, sinal de que compartilham sua origem de um ancestral comum:
- Todos são compostos de células excitáveis (os neurônios) e de um segundo tipo celular associado (as células da glia);
- Em todos eles, os neurônios usam substâncias químicas (neurotransmissores e neuromoduladores) como intermediários para trocar informações e assim afetar a atividade uns dos outros;
- Todos possuem células capazes de detectar e sinalizar mudanças de energia no ambiente e/ou no corpo, respondendo diretamente a elas (os receptores sensoriais e neurônios sensoriais);
- Todos possuem células (os neurônios efetores) capazes de efetuar mudanças no corpo, como contração muscular, secreção glandular, ou mudanças na atividade de órgãos internos;
- Em todos eles, os neurônios se organizam em estruturas que fazem a interface sensorial com o corpo; que integram essa informação; e que fazem a interface efetora com o corpo; e
- Todos permitem, assim, o funcionamento integrado do corpo como um todo e de maneira coerente com o seu passado individual.

istema nervoso central e periférico


Sistema nervoso centralSistema nervoso periférico

Nos vertebrados, a distinção entre as duas divisões do sistema nervoso adulto é simples: o sistema nervoso central (SNC) compreende todo o tecido nervoso encontrado dentro de caixas ósseas (o crânio e a coluna vertebral), enquanto o sistema nervoso periférico (SNP) compreende todo o tecido nervoso restante, situado fora do crânio e da coluna vertebral - portanto, todos os nervos e gânglios do corpo.






Neurônios


Neurônios são as unidades funcionais do sistema nervoso: são eles as células excitáveis cuja atividade elétrica é comunicada a outras células, mesmo a um metro de distância (por exemplo, para levar informação da medula espinhal até o seu dedão do pé). Essa comunicação é direcional- ou seja, tem sentido de entrada e saída em cada neurônio - devido à estrutura dos neurônios e à distribuição de receptores e canais iônicos em sua superfície. Assim, neurônios recebem sinais pelos dendritos; integram esses sinais nos dendritos e nocorpo celular; e, dependendo do resultado dessa integração, disparam potenciais de ação em seu axônio, que transmite a atividade aos neurônios seguintes.
 Como resultado da excitabilidade dos neurônios e da conectividade entre eles (axônio de um sobre os dendritos dos outros), a atividade de um neurônio influencia a dos outros - e, por sua vez, é influenciada pela atividade de dezenas, centenas ou mesmo milhares deles. Como são raríssimos os neurônios que ficam silenciosos por mais do que uns poucos segundos, é possível pensar no sistema nervoso como um conjunto de neurônios permanentemente ativos, trocando sinais o tempo todo - até que a morte os cale.


Sinapses


A atividade elétrica de um neurônio, distribuída por seu axônio, pode se espalhar diretamente a neurônios vizinhos que tenham contato físico (e portanto elétrico) com aquele neurônio. Isso acontece com bastante frequência no sistema nervoso durante a gestação. No entanto, a maioria dos neurônios no sistema nervoso da criança ou adulto não têm continuidade elétrica entre si: ao contrário, eles são separados por fendas, o que impede a passagem de eletricidade diretamente de um para o outro (como dizia meu professor de química, elétrons não nadam!).
O que permite que a atividade elétrica de um neurônio influencie a atividade elétrica do neurônio seguinte é a transmissão sináptica, o processo de transformação de um sinal elétrico em um sinal químico, e deste sinal químico de volta em um sinal elétrico - agora, no neurônio do outro lado da sinapse. A sinapse, portanto, é esse local onde a atividade de um neurônio é capaz de influenciar a atividade do outro neurônio.

Transmissão sináptica


No neurônio pré-sináptico (ou seja, o que transmite sinal), a chegada de um potencial de ação (o sinal elétrico) à extremidade do axônio provoca uma alteração em proteínas sensíveis à voltagem da membrana celular.



Isso leva à entrada de cálcio no terminal pré-sináptico, o que por sua vez faz com que vesículas contendo substâncias químicas se fusionem com a membrana da célula, liberando seu conteúdo do lado de fora do terminal - ou seja, na fenda sináptica.

Essas substâncias liberadas são os neurotransmissores, ou neuromoduladores, dependendo de sua ação sobre a célula pós-sináptica.
A célula pós-sináptica (a que recebe sinais) possui receptores em sua membrana: proteínas que detectam a presença de neurotransmissores ou neuromoduladores e mudam sua forma como resultado, disparando assim mudanças químicas e/ou elétricas no neurônio pós-sináptico.



No caso ilustrado, a ligação do neurotransmissor ao receptor faz com que este se abra, formando um canal na membrana do neurônio pós-sináptico.




A abertura de vários canais ao mesmo tempo provoca uma modificação na voltagem do neurônio pós-sináptico que é propagada até o corpo da célula, onde fica o núcleo. Se um número suficiente de sinapses - de um só neurônio pré-sináptico, ou, mais comumente, de vários neurônios pré-sinápticos ao mesmo tempo - forem acionados e produzirem uma mudança grande o suficiente na voltagem da célula pós-sináptica, esta pode chegar a disparar potenciais de ação e, assim, passar o sinal adiante para outros neurônios.
Ao mesmo tempo que a transmissão sináptica segue adiante do neurônio pós-sináptico, o neurônio pré-sináptico reconstrói suas vesículas sinápticas e as enche de novo, com neurotransmissor novo e também com as moléculas recolhidas (recaptadas) do espaço sináptico.

Disso é feito o funcionamento do cérebro: da transmissão constante de sinais elétricos e químicos de um lado para outro. O que você faz, pensa ou sente a cada instante depende de quais neurônios estão mais ou menos ativos a cada instante.

O que é o Sistema Nervoso?


Um sistema é um conjunto de órgãos e estruturas que têm uma função em comum. Visto assim, o sistema nervoso é o conjunto de órgãos que têm em comum a função de integrar e regular rapidamente o funcionamento do corpo, permitindo não só que o indivíduo atue como um conjunto, mas também de maneira ajustada ao ambiente, à sua história de vida e às suas projeções para o futuro.
O sistema nervoso é capaz de fazer isso devido à estrutura de seus órgãos e tecidos, compostos por células capazes de detectar variações de energia, transformá-las em sinais químicos e elétricos transmiti-los rapidamente a outras partes do próprio sistema nervoso e do corpo. Por sua rapidez flexibilidade o sistema nervoso difere de outro sistema integrador do organismo: o sistema endócrino, de ação também global, porém lenta (da ordem de minutos, horas ou dias).
Uma das funções do sistema nervoso de fato é permitir aos animais a detecção de estímulos e a organização de respostas coordenadas do organismo a eles. Mas um sistema nervoso complexo o suficiente faz muito mais do que apenas isso (detectar estímulos e produzir respostas a eles, afinal, é coisa que até uma bactéria faz): um ser que fizesse apenas isso estaria condenado a viver somente no presente.
Ao contrário, o sistema nervoso complexo o suficiente (como o nosso, mas também de animais como ratos e camundongos, e até de insetos) dota o indivíduo de passado e futuro, ao torná-lo capaz de aprender novas associações; de lembrar dessas associações, e também de seus efeitos sobre o corpo; e de usar essas informações para fazer projeções para o futuro. Desse modo, mesmo as respostas ao presente levam em consideração as experências passadas e o que se antecipa para o futuro - racional e emocionalmente.

Sentido- Olfato


O olfato é um dos sentidos químicos, o outro é o paladar. Embora pensemos nos dois sistemas sensoriais como separados e distintos, ambos estão intimamente ligados. No entanto, a capacidade do paladar de distinguir sabores é extremamente limitada, identificando 6 ou 7 tipos de sabores diferentes. Já o olfato se organiza de forma a diferenciar milhares de cheiros. O ser humano é capaz de perceber mais de 10 mil diferentes odores, cada qual definido por uma estrutura química diferente. Não é de graça, portanto, que o olfato tem grande participação no gosto que sentimos nas comidas. Assim, grande parte daquilo que identificamos como “gosto” é, essencialmente, aroma!
O aroma, nada mais é do que sustâncias químicas suspensas no ar e solúveis em água ou gordura. Todo o mecanismo de processamento dessas substâncias em cheiros constitui o olfato. Materiais que contém essas substâncias solúveis (materiais odorosos), excitam os receptores conhecidos como bastonetes olfativos, células localizadas no alto da cavidade nasal. Cada ponta de bastonete tem diversas estruturas diminutas semelhantes a fios de cabelo, chamadas cílios. Quando uma substância química entra em contato com a mucosa olfativa, ela é dissolvida, resultando numa molécula do cheiro que reage com os cílios das células sensoriais. Esse contato provoca uma reação química, produzindo um impulso elétrico. Os nervos olfatórios, feixes formados por milhões de fibras, fazem esse impulso elétrico chegar até os lobos frontal e temporal, duas regiões do cérebro que traduzem a substância em cheiro.
O sistema olfativo tem características únicas. As mensagens de cheiro não atingem uma região específica do cérebro. Tampouco as informações olfativas parecem trafegar por meio da “estação de transmissão sensorial”, o tálamo. Cientistas especulam que o sistema olfativo evoluiu separadamente e anteriormente aos outros sistemas sensoriais. A tarefa de discriminar os odores, e organizá-los no imenso arquivo de cheiros em nosso cérebro, cabe a várias estruturas localizadas no sistema límbico (amígdalas, hipotálamos, hipocampos, córtex entorrinal, tálamos). A amígdala e o hipotálamo são responsáveis pelos aspectos emocionais e o córtex frontal pela discriminação e percepção consciente dos odores. O hipocampo e o córtex frontal, por sua vez, também respondem pela fixação de outros significados como o valor social e o contexto espaço-temporal em que a ação ocorre. O fato de todas essas regiões do cérebro estarem conectadas, faz com que o processamento do odor envolva tanto aspectos cognitivos quanto emocionais
No aspecto fisiológico, o sistema olfativo é muito sensível; com freqüência respondemos a níveis espantosamente baixos das substâncias químicas das quais sentimos o cheiro. Acredita-se que um único receptor (bastonete olfativo) possa ser ativado por uma molécula apenas. O estímulo em si não é a única influência sobre nossa capacidade de detectar odores. O olfato depende da hora do dia. Somos mais sensíveis antes do que depois do almoço, por exemplo. O olfato depende também dos outros odores eventualmente presentes. Em geral, nossa percepção olfativa é definida a partir de uma mistura de odores. Às vezes, a mistura produz uma sensação peculiar que não é equivalente a qualquer outra, é o que ocorre nos perfumes. Outras vezes, a mistura produz um composto no qual conseguimos reconhecer seus diferentes componentes. Ao comer ma salada de frutas, você pode conseguir diferenciar o cheiro da manga, da banana, do abacaxi, do morango, etc. Por vezes, um cheiro neutraliza outro. É o velho truque, utilizado pelas perfumarias, de cheirar pó-de-café entre um perfume e outro.
Talvez a função mais útil do olfato seja tornar agradável o ato de comer, estimulando-nos a ingerir o combustível de que precisamos.
Para animais mais simples, o olfato tem uma importância social fundamental. Os cães, por exemplo, usam o olfato para se guiar até o alimento, para escolher um parceiro para o acasalamento, ou para diferenciar os amigos dos inimigos. Muitos animais secretam substâncias químicas especiais chamados feromônios, os quais facilitam a comunicação. Algumas feromônios que os cães secretam na urina demarcam seu território contra invasão de outros cães. Durante o cio, as cadelas secretam feromônios que avisam aos parceiros em potencial de seu desejo de cruzar.
Alguns cientistas acreditam que o ser humano retém remanescentes de um sistema de feromônios. Muito embora, pouco se sabe sobre isso – algumas secreções como o suor e o ciclo menstrual podem ativar sensores internos sem que a pessoa saiba, isto é, os feromônios causam mudanças fisiológicas imperceptíveis no organismo. Mas até que ponto tais mudanças podem interferir no comportamento das pessoas, ainda permanece um mistério. Em linhas gerais, os feromônios são compostos químicos que envolvem a interação entre organismos de uma mesma espécie. Glândulas especializadas os eliminam para fora do corpo, o que os diferenciam dos hormônios(cuja ação é interna ao organismo). Há indícios de que o feromônio seja uma evolução do hormônio, mas nada comprovado.
O fato é que o cheiro exerce um papel fundamental nos processos de interação sócio-afetiva entre seres humanos. Por exemplo, bebês com menos de uma semana de idade podem distinguir entre o cheiro da própria mãe e o de estranhos. O olfato pode também atuar no comportamento sexual de homens e mulheres. Alguma evidência desse fato provêm da especial sensibilidade de mulheres a compostos semelhantes a almíscar. Há muito tempo, acreditou-se que esses compostos eram secretados por homens sexualmente responsivos. E, muito apropriadamente, a sensibilidade da mulher atinge seu pico quando os hormônios sexuais femininos (estrogênios) atingem seu nível máximo, estando as mulheres mais propensas à fertilidade. As mulheres com ciclos menstruais regulares atingem um pico de produção de substâncias químicas similares durante a ovulação, mas de que forma essas substâncias afetam os machos da nossa espécie ainda é desconhecido.
A partir de todas essas informações, surge uma pergunta: como reconhecemos os cheiros, como definimos nossa predileção por determinados perfumes e repulsa por outros? Duas hipóteses são comumente usadas para responder a essa pergunta. A primeira é de ordem biológica, e diz respeito às características de sobrevivência de cada espécie. Há em nós, seres humanos, uma tendência a evitar materiais com odores que acusam substâncias nocivas: alimentos estragados ou produtos gerados pela nossa digestão. A segunda é de ordem sociocultural. Psicologicamente falando, a identificação de um aroma – como o reconhecemos e o avaliamos – está intimamente ligada à história de vida de cada um. Nossas percepções quanto aos cheiros são diferentes, cada pessoa estabelecei uma relação própria com o aroma que está sentindo, e isso se dá em função das suas experiências pregressas envolvendo aquele cheiro específico. Podemos dizer que, muito do que definimos como aroma é memória afetiva. Tanto o olfato quanto o paladar se desenvolvem com o treino, quanto mais diferenciadas forem as experiências olfativas de uma pessoa, mais capacidade ela terá de distinguir cheiros. Por isso, nossa memória olfativa será tão extensa quanto a diversidade de cheiros que sentirmos ao longo da vida.
A relação entre cheiro e emoção pode ser entendida a partir da investigação do processamento das informações olfativas pelo sistema sensorial. Quando sentimos um aroma, de imediato as amígdalas trabalham e relacionam aquele odor à ação que está ocorrendo ou como nos sentimos naquele momento. O cheiro é, então, guardado na memória acompanhado da emoção/sentimento que estamos vivenciando naquele momento. Quando voltamos a sentir o mesmo cheiro, a memória afetiva é ativada, e a conexão entre o aroma e a emoção correspondente torna-se perceptível. É por isso que, às vezes, somos acometidos pela lembrança de uma situação passada na presença de determinados odores.
O interessante dessa relação entre cheiro, emoção e memória é que: como cada um de nós tem um cheiro próprio, e como cada interação com um outra pessoa nos provoca emoções, tendemos a associar à lembrança que temos de alguém a um odor específico. Assim, quando sentimos o cheiro que remete à emoção provocada por àquela pessoa, sentimos as mesmas emoções que tínhamos, ou temos, quando estamos com ela. Ou seja, é quase impossível dissociar cheiro de afeto!