domingo, 27 de fevereiro de 2011

Fósseis: os avós de todos nós!

Fósseis: os avós de todos nós!

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Um exemplo de Evolução - borboleta Biston betularia

A borboleta Biston betularia existe em duas cores: clara e escura.
        
Biston betularia morpho typica
Biston betularia morpho carbonaria
Em Inglaterra, antes de 1848, as borbolets escuras constituíam menos de 2% da população. Depois desta fata a percentagem começou a aumentar ao ponto de, em 1898, o tipo escuro representar 95% das borboletas de Manchester e doutras áreas altamentes industrializadas.
De facto, a população de borboletas mudou: de uma população caracteristicamente clara (typica) passou a escura (carbonara). Sabe-se hoje que o aumento da abundância relativa do tipo escuro, em apenas 50 anos, ocorreu devido à selecção natural.

Como se explica esta mudança?
Um dos hábitos da Biston betularia é descansar em troncos e ramos de árvore. Os vidoeiros de casca branca são abundantes em Inglaterra e os líquenes claros cobrem a maioria dos troncos das árvores. Isto permitia às borboletas claras uma excelente camuflagem contra a predação.
No entanto, na última parte do século XIX Inglaterra vivia o período de revolução industrial. Nessa época os campos e os bosques de algumas cidades, como Manchester, foram contaminados pela fuligem que enegreceu os troncos das árvores e eliminou os líquenes que são extremamente sensíveis. Contra um fundo escuro as aves podiam ver melhor as borboletas claras que se tornavam um alvo fácil de predação. Como resultado, sobreviveram mais borboletas escuras até à idade reprodutiva e deixaram descendência abundante. O maior número de descendentes deixados pelas borboletas escuras teve como consequência o aumento da frequência desta característica na população.

Qual a borboleta que tem mais probabilidade de sobreviver?
A borboleta branca! Por ter uma coloração clara, fica bem camuflada na superfície dos troncos destas árvores, local onde habitualmente repousa. Assim, escapando aos pássaros, seus predadores, têm mais hipóteses de sobreviver. As escuras não encontram tantos locais onde passem despercebidas.

Evolução

A variedade de seres vivos em nosso planeta, isto é a BIODIVERSIDADE, tem fascinado a humanidade ao longo de sua história. Em praticamente todas as sociedades humanas encontramos explicações míticas ou religiosas para a origem dos seres vivos e de sua diversidade. Na sociedade ocidental, por exemplo, que incorporou tradições judaico-cristãs milenares, difundiu-se a explicação criacionista do universo e dos seres vivos descrita no livro de Gênesis, o primeiro livro da Bíblia.
Há cerca de dois séculos, começavam a surgir as primeiras explicações científicas para a origem da vida e da biodiversidade. Desde então, os cientistas têm conseguido reunir diversos indícios que permitem explicar a origem dos seres vivos e sua diversificação. De acordo com as explicações científicas, a enorme variedade de espécies viventes é resultado de processos de transformação e adaptação inerentes à própria vida, que constituem a EVOLUÇÃO BIOLÓGICA.
Até meados do século XIX predominou no mundo ocidental o criacionismo, teoria segundo a qual todas as espécies vivas foram criadas por ato divino, tal qual se apresentam hoje. De acordo com a teoria criacionista, o número de espécies vivas foi determinado por Deus no momento da criação.
A partir de meados do século XIX ganhou força a idéia de que seres vivos se modificaram ao longo do tempo, com novas espécies surgindo a partir de espécies ancestrais que deixaram de existir. Estabelecia-se, assim, a base da teoria evolucionista, ou EVOLUCIONISMO.
Idéias evolucionistas são bem antigas e já estavam presentes em escritos de filósofos da Grécia pré-socrática, por exemplo. No entanto, foi somente no final do século XVIII e início XIX que alguns naturalistas passaram a adotar idéias evolucionistas para explicar a diversidade do mundo vivo. O mais importante deles foi o francês Jean-Baptiste Antoine Lamarck. Ele propôs a primeira teoria baseada em argumentos coerentes para explicar a evolução biológica.
LAMARCK acreditava que os organismos atuais surgiram por transformações sucessivas de formas mais primitivas. Ele admitia que os seres vivos mais simples haviam surgido espontaneamente a partir de matéria não viva, modificando-se ao longo de incontáveis gerações.Com base nas observações de que certos órgãos corporais se desenvolvem quando são muito utilizados e atrofiam-se quando pouco solicitados, Lamarck elaborou a lei do uso e desuso. Ele supôs então que características adquiridas pelo uso intenso ou pela falta de uso dos órgãos poderiam ser transmitidas à descendência; idéia que ficou conhecida como lei da transmissão de caracteres adquiridos. Essas duas leis constituem a essência do lamarckismo.
Um dos exemplos utilizados por Lamarck para ilustrar suas idéias é a ausência de pernas nas serpentes atuais, atribuídas por ele à falta de uso dos membros locomotores nos ancestrais desses animais. A adaptação a um modo de vida rastejante teria levado os ancestrais das serpentes a utilizar pouco as pernas, que tenderiam a se atrofiar. A atrofia seria transmitida à descendência ao longo das gerações, resultando no desaparecimento completo das pernas nas serpentes atuais.
            Hoje sabe-se que as alterações causadas pelo uso e desuso dos órgãos corporais não se transmitem à descendência, o que invalida a explicação de Lamarck para evolução biológica. Por não apresentar um mecanismo convincente para explicar a evolução biológica, e por não ter sugerido relações de parentesco evolutivo entre as espécies, a teoria de Lamarck não chegou a abalar o Criacionismo. Isso só viria a acontecer um pouco mais tarde, com as idéias de Charles Darwin.
Segundo DARWIN, a cada geração morre grande número de indivíduos, muitos deles sem deixar descendentes. Os indivíduos que sobrevivem e se reproduzem, a cada geração, são preferencialmente os que apresentam determinadas características relacionadas com a adaptação às condições ambientais. Essa conclusão resume o conceito darwinista de SELEÇÃO NATURAL.
Uma vez que, a cada geração, sobrevivem os mais aptos eles tendem a transmitir aos descendentes as características relacionadas a essa maior aptidão. Em outras palavras, a seleção natural favorece, ao longo das gerações sucessivas, a permanência e o aprimoramento de características relacionadas à ADAPTAÇÃO.

Música Homem Primata

Aos alunos do 7º e 8º ano

 Homem Primata

Titãs

Desde os primórdios
Até hoje em dia
O homem ainda faz
O que o macaco fazia
Eu não trabalhava
Eu não sabia
Que o homem criava
E também destruía...
Homem Primata
Capitalismo Selvagem
Oh! Oh! Oh!...(2x)

Eu aprendi
A vida é um jogo
Cada um por si
E Deus contra todos
Você vai morrer
E não vai pr'o céu
É bom aprender
A vida é cruel...
Homem Primata
Capitalismo Selvagem
Oh! Oh! Oh!...(2x)

Eu me perdi
Na selva de pedra
Eu me perdi
Eu me perdi...

Link para a música: Homem primata-Titãs


  1. No trecho da música "Desde os primórdios/Até hoje em dia/O homem ainda faz/O que o macaco fazia" os artistas confirmam o que a Ciência diz: os homens e os macacos compartilham algumas características físicas e comportamentais. Você saberia dizer quais são?

Adaptação

    
     O mimetismo é um fator de adaptação evolutiva de algumas espécies onde, nesse caso, duas espécies distintas compartilham da mesma característica física que é reconhecida por outros animais. Desta forma, uma espécie mimética, ou até mesmo as duas, podem levar vantagem.
      Uma situação bastante conhecida de mimetismo é o caso das cobras corais. A cobra coral verdadeira é bastante temida, sendo uma das mais perigosas em razão da potência de seu veneno neurotóxico, entretanto, a cobra coral falsa não apresenta dentes inoculadores e, dessa forma, não apresenta grande potencial de ataque. A coloração das duas serpentes é bastante semelhante, apesar de não pertencerem à mesma família – a coral verdadeira pertence ao gênero Micrurus, enquanto a coral falsa, ao gênero Erithrolampus.
      A explicação para essa semelhança não está na coincidência, mas na seleção natural, uma vez que os ancestrais da coral falsa se beneficiavam dessa semelhança adaptativa e por isso tiveram essa característica transmitida a seus descendentes.      
    Outra forma mimética é em relação à borboleta monarca e a borboleta vice rei. A borboleta monarca possui coloração laranja e preta, muito vistosa, sendo um animal facilmente visto em seu ambiente natural, entretanto, essa espécie de borboleta produz uma toxina que a torna não palatável aos seus predadores. Quanto à borboleta vice rei, essa tem um sabor agradável, mas nenhum animal a caça. Adivinhe o porquê?  
    Exatamente, a borboleta vice rei se assemelha e muito ao padrão de cor e desenho apresentado pela borboleta monarca. Desta forma, ela garante sua segurança ao apresentar semelhança com a outra borboleta.
    Vejamos alguns detalhes:
1. Mimetismo e camuflagem são fatores adaptativos totalmente diferentes.
2. A espécie mimética tem semelhança física com a outra espécie e essa semelhança pode trazer vantagens defensivas, ofensivas ou reprodutivas.
3. Nenhuma espécie se transforma em mimética, quem realiza esse processo é a seleção natural, e isso demora muito tempo.
      Antes de concluirmos, mais um caso de mimetismo; e esse agora com uma planta.. As flores da orquídea Ophrys apifera mimetizam fêmeas de abelhas, liberando um odor para atrair os machos. Assim, quando o zangão tenta copular com a flor, ele se enche de pólen e contribui para a reprodução da orquídea.





Evolução Humana

        Até o século XVIII, a espécie humana era considerada inteiramente diferente de todos os outros seres vivos, visão compartilhada por eminentes teólogos e filósofos, como Kant e Dercartes. Entretanto, as semelhanças entre seres humanos e chimpanzés já haviam sido notadas por Lineu, que classificou esses macacos antropóides no gênero Homo.
        Os cientístas consideram basicamente três tipos de evidências para desvendar o parentesco e a história evolutiva dos organismos: semelhanças anatômicas e fisiológicas entre grupos de organismos, fósseis e semelhanças moleculares. Vamos analisar como essas evidências têm sido empregadas no estudo da evolução humana.
       Os seres humanos apresentam grandes semelhanças anatômicas com os macacos antropóides, principalmente com os chimpanzés. As diferenças resumem-se, basicamente, à proporção entre braços e pernas, a grau de mobilidade do primeiro dedo, à distribuição dos pêlos corporais e à dentição. Além disso, o encéfalo humano é prporcionalmente maior que o do chimpanzé. A capacidade craniana que reflete o tamanho do encéfalo é da ordem de 1350 cm3 na espécie humana e de cerca de 400 cm3 nos chimpanzés.
       

Tendências evolutivas entre primatas

     A vida nas árvores influenciou fortemente a evolução dos primatas. A principal vantagem desse modo de vida era estar a salvo dos carnívoros predadores que viviam no solo. A adaptação à vida arborícola, entretanto, exigiu que os primatas mudassem sua alimentação que se tornou essencialmente herbívora, constituída de folhas, frutos e sementes, e desenvolvessem a capacidade de se agarrar e se locomover com segurança na copa das árvores. Acredita-se que o sucesso esses animais no ambiente arborícola permitiu-lhes aumentar suas chances de sobrevivência, prolongando assim a duração de seu ciclo de vida. Com isso, eles tiveram mais tempo para cuidar da prole e estabelecer os princípios da vida social, característica importante nos antropóides em geral  e na espécie humana em particular.

Primeiro dedo oponível

     Os primatas desenvolveram, entre outros atributos, membros superiores extremamente ágeis e habilidosos. Além do cíngulo dos membos superiores, que permite ampla rotação e liberdade de movimentos dos ombros e dos braços, as mãos dos primatas são dotadas de grande mobilidade e flexibilidade. elas são capazes de agarrar objetos com força e precisão, graças à presença do primeiro dedo oponível, isto é, em posição que permite aproximar-se frontalmente de qualquel outro dedo, funcionando como pinça para agarrar.    Essas características permitiram a nossos ancestrais saltar de galho e explorar ativamente o ambiente à procura de alimento.

Visão binocular ou estereoscópica

     Outra importante adaptação dos primatas à vida nas árvores é a proximidade entre os olhos, situados na região frontal do crânio, ou seja, na face. Por estarem nessa posição, os dois olhos miram o mesmo objeto com pequena diferença de ângulo visual, o que permite ao cérebro calcular, por triangulação, a distância em que se encontra um objeto. Essa capaciade, denominada visão binocular, foi fundamental para sobrevivência de nossos ancestrais no ambiente arborícola, onde um salto mal calculado podia ser fatal.

Vida familiar e cuidado com a prole

      Acredita-se que a vida familiar desenpenhou imprtante papel na evolução dos primatas. Estes são, entre os mamíferos, os que mais tempo dedicam aos cuidados da prole. A maioria dos primatas tem um único filhote por parto e cuida dele durante longo tempo. A espécie humana, em relação a todos os outros primatas, é a que alcança a maturidade mais tarde. Calcula-se que um ser humano leva cerca de 17 meses após o nascimento para atingir graus de mobilidade e independência equeivalentes aos de um chimpanzé recém-nascido. Com isso, os jovens seres humanos dependem dos pais por muito tempo, durante o qual aprendem a um sistema nervoso bem desenvolvido, foi fundamental para a evolução cultural da humanidade.

Características de alguns hominídeos primitivos
Australopithecus afarensis
 
  • Viviam na África.
  • Baixa estatura (machos 1,50m e fêmeas 1,10m).
  • Pesavam entre 30 e 40 Kg.
  • Crânio com pequeno volume (380 a 450 cm3).
  • Fóssil mais conhecido Lucy.
 
Australopithecus africanus

  • Viviam na África                                
  • Massa de cerca de 40kg.
  • Volume do crânio de 440 cm3.
  • Postura ereta.
  • O primeiro fóssil encontrado foi de uma criança de aproximadamente 6 anos.
 
Australopithecus robustus
  • Viviam na África.
  • Maior que os demais.
  • Massa de 40 kg.
  • Mandíbula proeminente
  • Volume do crânio 500 cm3.
Homo habilis  
  • Capacidade de fazer instrumentos de pedras e ossos.
  • Volume do crânio 700 cm3.
  • Originou o Homo ergaster
Homo erectus
  • Expansão pela Eurásia.
  • Sofisticada “cultura”: fabricava ferramentas, usava o fogo, morava em cabanas ou grutas, usava roupas de peles de animais.
  • Não suportaram a era glacial (Pleistoceno).
  • Originaram o Homem de Neandertal.
 
  Homo neanderthalensis 
  • Volume do crânio 1450 cm3.
  • Postura moderna.
  • Queixo pequeno.
  • Testa pequena.
  • Cérebro um pouco maior.
  • Baixo, forte e hábil construtor de ferramentas.
  • Formavam grupo de caça.
  • Enterravam os mortos.
  • Teorias para o desaparecimento: extintos por condições climáticas e/ou conflitos com outras populações.
 


Homo sapiens
  • Surgidos entre 150 e 100 mil anos de grupos de Homo ergaster.
  • Mais altos e mais ágeis que os anteriores.
  • Comportamento social mais complexo.
  • Linguagem e simbologia.
  • Arte.
 
 
 

Evolução Humana-vídeo

 O link para o vídeo exibido nas turmas do oitavo ano: Evolução Humana- Homo ergaster

Planeta Netuno

Netuno, o último dos gigantes



No caderno de anotações de Galileu consta a curiosa observação de uma estrela que ele chamou de Fixa. Isso foi em 28 de dezembro de 1612. Alguns dias mais tarde Galileu voltaria a observá-la, e dessa vez teria como referência uma outra estrela, que chamou de a.

Analisando suas notas, hoje guardadas na biblioteca de Florença, percebemos que Galileu reparou algo essencial: Fixa estava se aproximado de a. Mas infelizmente, nos dias que se seguiram o tempo não permitiu a continuidade das observações e Galileu perdeu as estrelas de vista.
Netuno é o nome latino de Poseidon, o deus dos mares na mitologia grega. Sua denominação segue a tradição de dar nomes de divindades do Olimpo aos planetas do Sistema Solar.
Foi assim que, por um triz, Galileu não descobriu que Fixa era, na verdade, o planeta Netuno. O último dos planetas gigantes do Sistema Solar ainda teve de esperar até 23 de setembro de 1846, quando foi descoberto por Johann Gottfried Galle, no Observatório de Berlim.

Frequentemente os créditos dessa descoberta vão para o inglês John Couch Adams e o francês Urbain Le Verrier, que não o observaram, mas previram a sua existência matematicamente.
Composição e atmosfera
O NÚCLEO DE NETUNO é bastante semelhante ao de Urano, consistindo num amálgama de silício, ferro e outros elementos pesados, mas com propriedades físicas diferentes das rochas comuns.

Acima do núcleo há um manto gelado de água, metano e amoníaco sobre o qual se estende uma camada mais externa, a atmosfera propriamente dita.

Essa atmosfera contém proporções variadas de microscópicos cristais de gelo, cuja composição ainda não foi esclarecida. A luminosidade do planeta varia ligeiramente com o ciclo de atividade solar, sendo que os períodos de máximo coincidem com uma redução do brilho.

A belíssima cor azulada característica de Netuno deve-se ao metano, que absorve a radiação vermelha. Em sua atmosfera notam-se, ainda, nuvens cirros prateadas que se estendem por milhares de quilômetros.
Curiosidades sobre Netuno
  • Netuno é o nome latino de Poseidon, deus dos mares da mitologia grega. Sua cor azulada, como as águas de uma praia tropical, ajuda a recordar o seu nome, evitando confundir com o vizinho Urano, mais esverdeado.

  •   Uma poderosa fonte interna de calor – que emite quase o triplo da energia recebida pelo Sol – garante os movimentos convectivos da atmosfera de Netuno, responsáveis pelos ventos mais velozes de todo o Sistema Solar, por volta de 2.000 km/h.

  •   Em Netuno existe um ciclone maior que a Terra chamado Grande Mancha Escura. Ele leva 10 dias para completar uma rotação em torno do planeta, no sentido anti-horário. No centro desse gigantesco furacão uma grande massa de nuvens brancas lhe dá a aparência de um olho gigante.

Planeta Urano

Urano, um reino por um planeta



O Universo é tudo para nós
Em 1781 o famoso astrônomo britânico William Herschel descobriu o planeta Jorge. Jorge?! Que planeta é esse? É que Herschel havia dedicado sua descoberta ao então soberano da Inglaterra, o rei Jorge III. É claro que, por motivos políticos, muitos países protestaram contra essa decisão. Mesmo assim, durante muito tempo chamou-se o novo astro de Georgium Sidus ou, simplesmente, a "Estrela de Jorge".

Quase setenta anos mais tarde, por volta de 1850, a comunidade científica finalmente aceitou o óbvio: o sétimo planeta – depois de Júpiter e de Saturno – seria chamado Urano. Assim, o Sistema Solar refletiria a ordem cronológica sugerida pela mitologia greco-romana. Pois Urano, a personificação dos céus, é pai de Saturno e avô de Júpiter.
Composição e atmosfera
É BASTANTE PROVÁVEL QUE O NÚCLEO de Urano consista num amálgama de silício, ferro e outros elementos pesados, mas com propriedades físicas diferentes das rochas comuns.

Acima do núcleo, um manto gelado de água, metano e amoníaco, sobre o qual se estende a camada mais externa, uma atmosfera rarefeita composta de gás hidrogênio e metano, muito provavelmente acompanhados de hélio, com temperaturas entre -150°C e -200°C.

Na gravura à direita, 1 indica o núcleo rochoso; 2 o manto gelado e 3 a atmosfera.


Passada a polêmica sobre dar a esse planeta o nome de uma pessoa, Urano foi assim chamado para continuar a tradição da mitologia grega. Júpiter é filho de Saturno, que é filho de Urano, céu em latim.
Curiosidades sobre Urano
  • Herschel também descobriu dois satélites de Urano e outras duas luas foram encontradas pelo astrônomo inglês William Lassel. O filho de Herschel propôs os nomes Ariel, Umbriel, Titânia e Oberon, os primeiros satélites naturais cujos nomes não se originam da mitologia greco-romana. São, na verdade, personagens da literatura inglesa.


  • A presença de hidrogênio e metano na atmosfera é responsável pelos tons esverdeados e azulados de Urano, que apresenta uma aparência uniforme, com umas poucas nuvens esbranquiçadas.


  • Por causa da grande inclinação do eixo de rotação, quase paralelo ao plano de sua órbita, os pólos de Urano se aquecem mais que as regiões equatoriais.


  • O eixo do campo magnético de Urano também possui a maior inclinação de todo o Sistema Solar, 55° em relação ao eixo de rotação. A origem desse campo é a mesma dos demais planetas: uma massa fluida, condutora, em contínuo movimento devido ao movimento de rotação.

  •  Em 1977 descobriu-se quase por acaso um sistema de anéis em volta de Urano, depois confirmado pela sonda Voyager 2. Não tão belos e brilhantes quantos os de Saturno, mas em seu interior foram encontrados nada menos que 18 satélites, chamados pastores, que governam as órbitas dos anéis mais finos.

Planeta Saturno

Saturno, o senhor dos anéis




O Universo é tudo para nós
Pergunte a qualquer um: qual o planeta mais bonito do Sistema Solar? Talvez alguns digam que é a Terra, esse pequeno mundo azul maltratado por uma espécie que vive aqui há menos de dois milhões de anos. Mas a maioria, principalmente os que já tiveram a oportunidade de ver imagens reais dos planetas, dirá que é Saturno.

Em parte pelo seu tamanho, quase tão grande quanto Júpiter; em parte pelo magnífico conjunto de anéis brilhantes, quase um símbolo da Astronomia planetária.



Composição e atmosfera
SATURNO POSSUI UMA COMPOSIÇÃO média parecida com a do Sol. Uma diferença é que o modelo atualmente aceito para sua estrutura interna apresenta um núcleo rochoso composto por óxidos de ferro e magnésio, silício e sulfureto de ferro, entre outros (totalizando até 25% da massa).

Cerca de 50% de seu raio é ocupado por hidrogênio metálico líquido, que só existe sob pressões milhões de vezes superior à pressão ao nível do mar. Acima desta camada, um invólucro de hidrogênio molecular e hélio estende-se até os limites visíveis da atmosfera de Saturno.

Em Saturno, os ventos que sopram na direção leste são muito mais rápidos que o mais poderoso furacão da Terra, movendo-se com até 70% da velocidade do som. Em nosso planeta, a proximidade com o Sol é a fonte de calor necessária à circulação dos ventos.

No caso de Saturno, há uma fonte interna de calor, o que também explica porque emite o dobro da radiação infravermelha que recebe do Sol. Provavelmente conseqüência da compressão do hélio nas regiões centrais da atmosfera.
Na mitologia grega, Saturno é Cronos, deus do tempo. A escolha deveu-se ao fato dos povos antigos já terem percebido que a trajetória de Saturno no céu levava mais tempo que a dos outros quatro planetas visíveis a olho nu, incluindo Júpiter, filho de Saturno.
Curiosidades sobre Saturno

  • Os anéis de Saturno são formados por uma miríade de cristais de gelo e rocha, pequenos como grãos de arroz ou grandes como uma casa. Toda a estrutura tem cerca de 275 mil quilômetros de largura, mas não ultrapassa 1 km de espessura.


  • O brilho dos anéis é devido ao reflexo da luz nos cristais de gelo. Sua estabilidade é garantida, em parte, pelos satélites pastores, que desempenham complexas relações de equilíbrio. Mimas, por exemplo, é responsável pela falta de matéria na divisão de Cassini, e Pan, pela divisão de Encke.


  • A origem dos anéis não está plenamente esclarecida: caso tenham sido formados junto ao planeta não são um sistema estável e o material precisará ser reposto periodicamente, ou desaparecerão um dia.


  • No volume ocupado por Saturno cabem 760 Terras com folga. Porém sua massa é apenas 95 vezes maior que a terrestre, o que resulta numa densidade menor que a da água. Resultado: se fosse possível colocar o planeta numa enorme piscina ele flutuaria!


  • A baixa densidade também pode ser confirmada por outra característica notável de Saturno: ele é o planeta mais achatado de todo o Sistema Solar. O diâmetro polar é 10% menor que o equatorial. O mesmo fenômeno ocorre em Júpiter, mas a diferença é de 6%.


  • Enquanto se passa um ano em Saturno, na Terra você envelheceu quase 30 anos. O planeta fica, em média, 9,5 vezes mais longe do Sol do que a Terra, por isso recebe quase 100 vezes menos luz e calor que a Terra.


  • Durante alguns anos acreditou-se que Titã seria a maior lua de Saturno e também de todo o Sistema Solar. Essa hipótese foi baseada em medidas feitas por telescópios na Terra, considerando a densa atmosfera de Titã. Coube à Voyager 1 devolver o título de maior satélite para Ganimedes, de Júpiter.

Planeta Júpiter

Júpiter, quase uma estrela


O planeta Júpiter é o maior entre todos do Sistema Solar. E ele ganha disparado. Se fosse oco, dentro dele caberiam todos os outros planetas ou mais de 1.300 mundos iguais ao nosso. Se fosse chato como um disco, seriam necessários quase doze diâmetros da Terra para cobri-lo de ponta a ponta.

Júpiter é um globo multicolorido de gás, 85% hidrogênio, o elemento químico mais abundante e mais simples do Universo, com apenas um elétron e um próton. O hidrogênio é também principal constituinte de uma estrela. E “por pouco” Júpiter não se transformou numa delas.
Júpiter é o nome latino de Zeus, o senhor do Olimpo, deus dos deuses da mitologia grega. Com seu brilho forte e esbranquiçado, é visível em certas épocas do ano durante toda a noite. Júpiter é um dos cinco planetas que podemos ver a olho nu.
Estrela Diet
AS ESTRELAS PRODUZEM ENERGIA através de uma reação chamada fusão nuclear. Dois núcleos de hidrogênio colidem, em altíssima velocidade, e se fundem num núcleo de hélio, liberando enormes quantidades de energia.

Para isso acontecer é preciso haver uma colossal massa desse gás, confinada de modo a atingir pressões e temperaturas extremas, que desencadeiam a reação nuclear.

Júpiter apenas não acumulou massa suficiente para se tornar uma estrela (na verdade, estima-se que seria necessário no mínimo dez vezes mais massa!). Mesmo assim, 25.000 km abaixo do seu topo gasoso a pressão atinge a respeitável marca de 3 milhões de vezes a pressão na Terra ao nível do mar.

A hipótese de Júpiter ser “uma estrela que não deu certo” não é de todo um exagero. Na parte infravermelha do espectro, isto é, considerando freqüências abaixo da luz vermelha, Júpiter de fato se comporta como um sol.

É claro que a temperatura no topo das nuvens do planeta está abaixo de zero, mas é nas profundezas de sua atmosfera, onde a pressão é altíssima, que as coisas ficam realmente quentes.

Caso tivesse se tornado uma estrela de verdade viveríamos num sistema solar binário e as noites poderiam ser raras. Deve haver muitos mundos assim no Universo, pois estrelas duplas não são incomuns.

Relação
hidrogênio/hélio
Relação
hidrogênio/carbono
Relação
hidrogênio/nitrogênio
Júpiter 7 3.000 13.000
Sol 9 2.880 12.000

Composição e atmosfera
O MODELO DA ESTRUTURA DE JÚPITER baseia-se em medidas de densidade e propõe três camadas. Um núcleo compacto de rocha e gelo que corresponde a 4% da massa total, recoberto por uma camada de hidrogênio metálico, até uma distância de 0,7 do raio.

Uma transição entre essa camada e outra, formada por uma mistura líquida de hélio e hidrogênio molecular, é sobreposta pela atmosfera de Júpiter, composta por hidrogênio e hélio gasosos.

Também já foi detectado metano, amoníaco e um pouco de vapor d'água, além de etileno, acetileno e metano deuterado.
Curiosidades sobre Júpiter
  • Júpiter possui uma fonte interna de calor (não nuclear). Provavelmente procedente do colapso da matéria durante sua formação. No interior do planeta a temperatura alcança os 30.000°C, fluindo continuamente para o exterior.


  • Em apenas 9 h e 50 min Júpiter completa uma volta em torno de si mesmo e intensas correntes elétricas são geradas na camada de hidrogênio metálico. A eletricidade produz um poderoso campo magnético, 14 vezes mais intenso que o terrestre e que se estende para além de Saturno, mas é invertido em relação ao nosso. Lá, a agulha de uma bússola trava rapidamente sem oscilações, e onde indicar o Norte, não tenha dúvida, é o Sul.


  • Contudo, Júpiter possui uma rotação diferenciada, e os ventos ora vêm do leste, ora do oeste, entre outras direções alternativas, devido aos redemoinhos alimentados pelo gradiente térmico entre o equador e os pólos.


  • A ausência de atrito com uma superfície sólida permite que furacões como a Grande Mancha Vermelha, durem mais de três séculos. Ela é um redemoinho de alta pressão onde cabem duas Terras, elevando-se acima das nuvens ao redor. Porém, os ventos de direções contrárias que circulam acima e abaixo dificultam explicações satisfatórias para sua estabilidade.


  • Em 1979 as duas sondas Voyager descobriram um halo de poeira muito fino, que vai de 100 a 122 mil km do centro de Júpiter e um sistema de três anéis. O anel principal tem cerca de 6 mil km de espessura e se estende de 122 a 129 mil km do centro do planeta, englobando a órbita de duas luas, Adrastéa e Metis, (que são as fontes de partículas do anel). Dados recentes da sonda Galileo revelaram que um segundo anel muito tênue trata-se, a rigor, de um anel interno e outro externo, e ambos se estendem de 129.200 a 224.900 km do centro do planeta.

    • Ao contrário dos anéis de Saturno, formados por blocos massivos e brilhantes de rocha e gelo, os anéis de Júpiter são constituídos por uma poeira tão fina que seriam invisíveis para alguém que estivesse em seu interior.

    Planeta Marte

    Marte, a próxima parada




    O Universo é tudo para nós
    A área da superfície de Marte tem a mesma extensão que a de todos os continentes da Terra. Explorar esse planeta é como explorar o mundo todo. E já faz algum tempo que sondas automáticas estão sendo enviadas para investigar e mapear esse planeta, nosso vizinho na direção oposta ao Sol.

    Certamente levará muitos anos até que se faça um reconhecimento completo. Este trabalho, audacioso e ao mesmo tempo fascinante, pode marcar a história do século 21, assim como a aviação e a astronáutica fizeram durante todo este século.

    Marte é frio, quarenta graus a menos que a temperatura média da Terra. É árido, o panorama marciano é uma extensão pedregosa, às vezes vitrificada, uma crosta de sais minerais que sobrou após a evaporação da água que havia no solo.

    Sua atmosfera é tão escassa em oxigênio quanto rica em anidrido carbônico, letal se respirado por um ser humano. Mesmo assim, talvez um dia nossos descendentes vivam em Marte, quase como nós, que herdamos o "novo mundo" dos exploradores do passado.
    Composição e atmosfera
    A CROSTA DE MARTE REPRESENTA QUASE 1% DE SEU RAIO, contra apenas 0,5% da terrestre, mas não está dividida em placas como na Terra. Marte deve ter se resfriado com um conseqüente aumento da espessura da crosta, que evoluiu de uma única placa.

    As rochas marcianas são mais ricas em ferro e magnésio que as terrestres, mas pobres em potássio e alumínio. Sua típica coloração avermelhada se origina de óxidos de ferro, como a hematita, presentes em sua superfície.

    Marte tem uma fina camada atmosférica composta principalmente por dióxido de carbono, e também alguns traços de nitrogênio, argônio, oxigênio e vapor de água. A baixa densidade permite que a superfície de Marte seja continuamente bombardeada por radiações solares, que não são absorvidas.

    O céu de Marte também tende para o vermelho por causa da poeira em suspensão. Nele ainda se observam nuvens, formadas por água e dióxido de carbono – lembrando as cirros terrestres. No entanto, sob as condições normais de temperatura e pressão locais não chove em Marte. A água líquida é muito instável e se congela instantâneamente.
    Marte é o nome latino de Ares, o deus da guerra da mitologia grega. Sua cor de sangue inspirou os povos antigos. Marte é conhecido desde a pré-história e é um dos cinco planetas visíveis a olho nu.
    Curiosidades sobre Marte
    • Os povos antigos viam somente um único astro capaz de rivalizar com o brilho avermelhado de Marte. Era uma estrela brilhante da constelação do Escorpião, que ficou conhecida como Antares, ou anti-ares.


    • Apesar do clima atual, Marte já foi temperado, e existem muitas evidências da ação erosiva da água, que no passado deveria preencher os atuais leitos secos de rios, formando também lagos e talvez pequenos mares.


    • A estrutura mais espetacular em todo o planeta é, sem dúvida, o Monte Olimpo, a montanha mais alta de todo o Sistema Solar, erguendo-se 27 km acima das planícies à sua volta. Trata-se de um vulcão extinto com uma base quase circular de 600 km de diâmetro.


    • Marte possui dois pequenos satélites, Fobos e Deimos, cujos nomes significam, respectivamente, medo e terror. Segundo a mitologia, as criaturas que acompanhavam Marte em suas batalhas. Eles foram descobertos em 1877 e têm formas irregulares, percorrendo órbitas quase circulares ao redor de Marte, mostrando sempre a mesma face para o planeta, como a Lua.


    • Fobos e Deimos têm origem desconhecida. As notáveis diferenças de composição em relação a Marte tornam improvável uma formação contemporânea. E a hipótese de que seriam asteróides capturados também esbarra em sérias dificuldades.


    • Não é nada fácil chegar em Marte. Das quase quarenta missões já enviadas ao planeta, pouco mais de um terço atingiu plenamente seu objetivo. A primeira foi a Mariner 9, em 1971, e a mais recente está neste momento explorando a superfície marciana: a sonda Phoenix.


    • Por outro lado, nunca foram enviadas tantas sondas de exploração para um só lugar do Sistema Solar quanto para Marte. E não basta alcançá-lo. Queremos pousar e investigar a superfície. O aumento da complexidade leva a um inevitável maior risco de insucesso.

    Planeta Vênus

    Vênus, a bela e a fera



    Vênus é uma das doze divindades do Olimpo, na mitologia greco-romana. É representada por uma bela jovem cujos longos cabelos caem sobre seu corpo, escondendo as partes íntimas. Vênus é também o nome do planeta mais próximo da Terra e o segundo a partir do Sol.

    Mas o planeta é um lugar infernal onde um ser humano não sobreviveria nem por um segundo. Sua densa atmosfera se estende por todo o planeta e esconde os detalhes de sua geografia dos telescópios óticos. Vênus e a Terra são igualmente opostos e irmãos.

    Para começar, Terra e Vênus têm quase o mesmo tamanho e são planetas rochosos. Não fosse a pressão atmosférica (cerca de 90 vezes maior que a terrestre) e as temperaturas extremas (capazes de fundir o chumbo) até que seria possível caminhar normalmente em Vênus, pois a gravidade desse planeta também é quase idêntica a terrestre. Mas a atmosfera venusiana não tem a mesma transparência que a da Terra.
    Composição e atmosfera
    POR SEREM MUITO SEMELHANTES EM MASSA E VOLUME, provavelmente o interior de Vênus é como o da Terra, com um núcleo fundido de proporções parecidas, formado por ferro e níquel na ordem de 33%, recoberto por um manto de silicatos sobre o qual flutua a crosta.

    A morfologia dos terrenos venusianos é bastante variada, e as rochas são semelhantes as rochas basálticas terrestres, embora as altas temperaturas do solo favoreçam alterações químicas nas mesmas.

    O dióxido de carbono anidrido (CO2) é o gás predominante em Vênus, representando até 96,5% da atmosfera, o restante compõe-se de nitrogênio, monóxido de carbono, argônio e traços rarefeitos de vapor de água, oxigênio e dióxido de enxofre.
    Vênus é o nome latino de Afrodite, a deusa do amor e da beleza. O planeta recebeu esse nome por causa de seu bilho fulgurante, como uma deusa. Sua descoberta remonta a pré-história. Vênus é um dos cinco planetas visíveis a olho nu.
    Acima das nuvens mais altas ainda há uma fina camada constituída por gotas de ácido sulfúrico. Esses componentes atmosféricos, por serem bastante pesados, respondem pela alta pressão na superfície. Caminhar em Vênus é como estar nas condições de um mergulhador operando a 1.000 m de profundidade.

    O invólucro de gases irrespirável de Vênus produz um efeito estufa: a radiação solar que chega ao solo, e deveria ser refletida por ele, fica retida nas camadas atmosféricas, retornando à superfície sem dispersar-se e produzindo um tremendo aquecimento.

    O hipotético mergulhador-astronauta não poderia ter em sua roupa qualquer elemento feito de chumbo, pois este se fundiria imediatamente. Sondas terrestres como a soviética Venera e a americana Pioneer Vênus passaram por essa experiência abrasadora, e nenhuma conseguiu sobreviver por mais de uma hora após tocar o solo venusiano.
    Superfície de Vênus em falsas cores, foto da Venera 13.
    O objeto na base da foto é parte da sonda soviética, que neste momento
    suportava 460°C e uma pressão 90 vezes maior que ao nível do mar.

    Curiosidades sobre Vênus
    • Vênus realiza uma volta em torno de seu próprio eixo num período maior que o necessário para completar uma volta em torno do Sol. Pense bem acerca dessa afirmação: isso significa que um dia em Vênus é maior que um ano.


    • A rotação de Vênus se dá no sentido oposto à maioria dos outos planetas. Assim, em Vênus o Sol surge do Oeste e se põe no Leste.


    • Porém, a velocidade de rotação é muito lenta. Do nascer ao pôr-do-sol são quase 116 dias terrestres. Por outro lado, enquanto a nossa atmosfera leva cerca de 24 horas para dar a volta no planeta, acompanhando a rotação, em Vênus bastam 4 dias terrestres, contra os 243 de sua rotação completa. É a super-rotação da atmosfera, provocando ventos de altíssima velocidade.


    • Vênus reflete 2/3 da luz que recebe do Sol, um esplendor que lhe valeu o apelido de estrela-d'Alva. Povos antigos imaginavam tratar-se de dois astros: Lúcifer, a estrela da manhã, e Vésper, a estrela da tarde. Em latim, Lúcifer significa "o que leva a luz" e apenas na tradução cristã ele é associado ao mal. Mas afinal Lúcifer talvez fosse um nome mais apropriado para o planeta Vênus, um mundo mais próximo de uma visão do inferno que da personificação do amor.


    • A densa atmosfera de Vênus contribui para uma luminosidade escassa na superfície (como um dia nublado na Terra). Mas a densidade não é homogênea e produz refrações múltiplas, originando várias imagens de um mesmo objeto: do solo de Vênus é possível ver dois ou três sóis.


    • A superfície de Vênus foi inteiramente mapeada por radar, revelando duas regiões que poderiam ser chamadas de continentes, pois estão acima do nível médio do terreno. Numa região chamada Terra de Ishtar (que significa Vênus para Assírios e Babilônios) ficam os Montes Maxwell, com 11.000 m, e na Terra de Afrodite, maior que o continente africano, há imensos canyons com até 280 km de largura.


    • É provável que tenham existido oceanos em Vênus num passado remoto. A fúria de um Sol ainda jovem fez evaporar esses mares e expôs as rochas então submersas, liberando dióxido de carbono e dando início a um contínuo processo de aquecimento. Toda a água da superfície acabou desaparecendo.

    Planeta Mercúrio

    Um estranho mundo chamado Mercúrio




    O Universo é tudo para nós
    Em certas épocas do ano o planeta Mercúrio pode ser visto baixo no horizonte leste, pouco antes do Sol nascer. Em outras ocasiões estará do lado oeste, permanecendo por pouco tempo depois que o Sol já se pôs. Na Antiguidade, os gregos acreditavam que se tratava de dois astros distintos e deram ao primeiro o nome de Apolo, o deus da luz, da razão e da inspiração. O que surgia no final da tarde foi chamado Hermes, o mensageiro do Olimpo, deus da comunicação e patrono dos comerciantes.

    Em latim, Hermes é denominado Mercúrio e este é o nome que permaneceu para designar o primeiro planeta do Sistema Solar, o mais próximo do Sol. Ao longo da história, ele foi observado sucessivamente por egípcios e árabes, por Copérnico e Galileu, entre muitos outros, mas desde que passamos a enviar naves espaciais para investigar o espaço, há menos de 50 anos, Mercúrio foi visitado uma única vez por uma sonda americana chamada Mariner 10.

    Composição e atmosfera
    OS DADOS OBTIDOS PELA MARINER 10 permitiram determinar a composição geológica do planeta. Mercúrio possui um manto de silicatos ao redor de um núcleo fundido, ocupando cerca de 3/4 de seu próprio diâmetro.

    A densidade muito elevada, mais de cinco vezes a da água, e a presença de um campo magnético, só são satisfatoriamente explicadas supondo que ferro e níquel ocupem 65% da massa de Mercúrio. Ele seria o planeta mais denso de todo o Sistema Solar.

    Apesar disso, sua pouca gravidade não foi capaz de reter uma atmosfera primordial, que se dispersou pelo espaço também por causa dos fortes ventos solares. Contudo, em 1973, a Mariner 10 detectou um pequeno invólucro muito rarefeito de gases, constituído principalmente por oxigênio, sódio, hidrogênio, hélio e potássio.
    Curiosidades sobre Mercúrio
    Mercúrio é o nome latino de Hermes, o mensageiro dos deuses. O planeta recebeu esse nome por ser o que se desloca mais rápido em volta do Sol. Sua descoberta remonta a pré-história. Mercúrio é um dos cinco planetas visíveis a olho nu.
    • Apesar de ser o planeta mais próximo do Sol, Mercúrio não é tão quente quanto Vênus, que possui um formidável efeito estufa. Sem atmosfera, Mercúrio possui, no entanto, a maior variação de temperatura de todo o Sistema Solar, entre 430ºC no Periélio, na face iluminada, e -170ºC durante a noite (face escura).

    • Mercúrio leva quase 88 dias terrestres para completar uma volta em torno do Sol. Para ter um ano tão curto é preciso viajar rápido (não é à-toa que é chamado o mensageiro dos deuses). No entanto, o planeta leva menos de 60 dias terrestres para completar uma volta em torno de si mesmo. Faça as contas: isto significa que dois anos em Mercúrio têm apenas três dias!

    • Em relação à maioria dos outros planetas, a órbita de Mercúrio é uma elipse bem pronunciada. Assim, quando o planeta se aproxima do Sol, sua velocidade de translação é quase igual à rotação, produzindo um curioso efeito: visto de Mercúrio, o Sol pode nascer e se pôr duas vezes num único dia.

    • O plano da órbita de Mercúrio é inclinado 7º em relação ao plano da órbita terrestre (ou plano da eclíptica). Quando fica entre o Sol e a Terra, geralmente Mercúrio se dirige para o Sul ou para o Norte, mas em 14 ocasiões por século, ele passa na frente do Sol, num fenômeno conhecido como trânsito solar.

    • Poderíamos pensar que Mercúrio é o planeta mais quente do Sistema Solar, afinal é o mais próximo do Sol. Mas é a presença de uma atmosfera que mantém a temperatura mais ou menos uniforme e, como quase não tem atmosfera, os contrastes de temperatura em Mercúrio são elevados, podendo variar de 430ºC a -180ºC. Deve haver gelo no interior de algumas crateras polares.

    • A maior estrutura na superfície é uma imensa cratera com 1.300 km de diâmetro, chamada bacia Caloris. Foi proveniente de um impacto tão violento que expulsou parte do manto de Mercúrio, criando picos de 2 km de altura e espalhando escarpas e fraturas até na face oposta do planeta.

    sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

    Alunos do 6° ano,


    Aqui vocês estudarão um pouquinho de:


    a) Movimentos da Terra;
    b) Estações do ano;
    c) Fases da Lua;
    d) Marés oceânicas e a Lua;
    e) Eclipses.

    Acessem o link:  Fenômenos físicos

    De onde vem a noite?

    Oi pessoal,

    Vocês já conhecem a Kika né? Ela sempre foi muito curiosa e hoje ela quer saber de onde vem a noite. Será que ela obteve a resposta que queria? Vamos assistir ao vídeo a seguir. 

    Beijos,

    Prof. Camila