domingo, 27 de fevereiro de 2011

Evolução Humana

        Até o século XVIII, a espécie humana era considerada inteiramente diferente de todos os outros seres vivos, visão compartilhada por eminentes teólogos e filósofos, como Kant e Dercartes. Entretanto, as semelhanças entre seres humanos e chimpanzés já haviam sido notadas por Lineu, que classificou esses macacos antropóides no gênero Homo.
        Os cientístas consideram basicamente três tipos de evidências para desvendar o parentesco e a história evolutiva dos organismos: semelhanças anatômicas e fisiológicas entre grupos de organismos, fósseis e semelhanças moleculares. Vamos analisar como essas evidências têm sido empregadas no estudo da evolução humana.
       Os seres humanos apresentam grandes semelhanças anatômicas com os macacos antropóides, principalmente com os chimpanzés. As diferenças resumem-se, basicamente, à proporção entre braços e pernas, a grau de mobilidade do primeiro dedo, à distribuição dos pêlos corporais e à dentição. Além disso, o encéfalo humano é prporcionalmente maior que o do chimpanzé. A capacidade craniana que reflete o tamanho do encéfalo é da ordem de 1350 cm3 na espécie humana e de cerca de 400 cm3 nos chimpanzés.
       

Tendências evolutivas entre primatas

     A vida nas árvores influenciou fortemente a evolução dos primatas. A principal vantagem desse modo de vida era estar a salvo dos carnívoros predadores que viviam no solo. A adaptação à vida arborícola, entretanto, exigiu que os primatas mudassem sua alimentação que se tornou essencialmente herbívora, constituída de folhas, frutos e sementes, e desenvolvessem a capacidade de se agarrar e se locomover com segurança na copa das árvores. Acredita-se que o sucesso esses animais no ambiente arborícola permitiu-lhes aumentar suas chances de sobrevivência, prolongando assim a duração de seu ciclo de vida. Com isso, eles tiveram mais tempo para cuidar da prole e estabelecer os princípios da vida social, característica importante nos antropóides em geral  e na espécie humana em particular.

Primeiro dedo oponível

     Os primatas desenvolveram, entre outros atributos, membros superiores extremamente ágeis e habilidosos. Além do cíngulo dos membos superiores, que permite ampla rotação e liberdade de movimentos dos ombros e dos braços, as mãos dos primatas são dotadas de grande mobilidade e flexibilidade. elas são capazes de agarrar objetos com força e precisão, graças à presença do primeiro dedo oponível, isto é, em posição que permite aproximar-se frontalmente de qualquel outro dedo, funcionando como pinça para agarrar.    Essas características permitiram a nossos ancestrais saltar de galho e explorar ativamente o ambiente à procura de alimento.

Visão binocular ou estereoscópica

     Outra importante adaptação dos primatas à vida nas árvores é a proximidade entre os olhos, situados na região frontal do crânio, ou seja, na face. Por estarem nessa posição, os dois olhos miram o mesmo objeto com pequena diferença de ângulo visual, o que permite ao cérebro calcular, por triangulação, a distância em que se encontra um objeto. Essa capaciade, denominada visão binocular, foi fundamental para sobrevivência de nossos ancestrais no ambiente arborícola, onde um salto mal calculado podia ser fatal.

Vida familiar e cuidado com a prole

      Acredita-se que a vida familiar desenpenhou imprtante papel na evolução dos primatas. Estes são, entre os mamíferos, os que mais tempo dedicam aos cuidados da prole. A maioria dos primatas tem um único filhote por parto e cuida dele durante longo tempo. A espécie humana, em relação a todos os outros primatas, é a que alcança a maturidade mais tarde. Calcula-se que um ser humano leva cerca de 17 meses após o nascimento para atingir graus de mobilidade e independência equeivalentes aos de um chimpanzé recém-nascido. Com isso, os jovens seres humanos dependem dos pais por muito tempo, durante o qual aprendem a um sistema nervoso bem desenvolvido, foi fundamental para a evolução cultural da humanidade.

Características de alguns hominídeos primitivos
Australopithecus afarensis
 
  • Viviam na África.
  • Baixa estatura (machos 1,50m e fêmeas 1,10m).
  • Pesavam entre 30 e 40 Kg.
  • Crânio com pequeno volume (380 a 450 cm3).
  • Fóssil mais conhecido Lucy.
 
Australopithecus africanus

  • Viviam na África                                
  • Massa de cerca de 40kg.
  • Volume do crânio de 440 cm3.
  • Postura ereta.
  • O primeiro fóssil encontrado foi de uma criança de aproximadamente 6 anos.
 
Australopithecus robustus
  • Viviam na África.
  • Maior que os demais.
  • Massa de 40 kg.
  • Mandíbula proeminente
  • Volume do crânio 500 cm3.
Homo habilis  
  • Capacidade de fazer instrumentos de pedras e ossos.
  • Volume do crânio 700 cm3.
  • Originou o Homo ergaster
Homo erectus
  • Expansão pela Eurásia.
  • Sofisticada “cultura”: fabricava ferramentas, usava o fogo, morava em cabanas ou grutas, usava roupas de peles de animais.
  • Não suportaram a era glacial (Pleistoceno).
  • Originaram o Homem de Neandertal.
 
  Homo neanderthalensis 
  • Volume do crânio 1450 cm3.
  • Postura moderna.
  • Queixo pequeno.
  • Testa pequena.
  • Cérebro um pouco maior.
  • Baixo, forte e hábil construtor de ferramentas.
  • Formavam grupo de caça.
  • Enterravam os mortos.
  • Teorias para o desaparecimento: extintos por condições climáticas e/ou conflitos com outras populações.
 


Homo sapiens
  • Surgidos entre 150 e 100 mil anos de grupos de Homo ergaster.
  • Mais altos e mais ágeis que os anteriores.
  • Comportamento social mais complexo.
  • Linguagem e simbologia.
  • Arte.
 
 
 

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