quinta-feira, 3 de março de 2011

Reino Monera

          Os organismos pertencentes ao Reino Monera   (do grego moneres = único) são todos unicelulares ou quando muito coloniais, e apresentam células procarióticas.
         Podem ser encontrados em todos os meios, ar, água, solo ou mesmo no interior de outros organismos. Isto deve-se ao facto de estes organismos poderem suportar grandes pressões, temperaturas elevadas, concentrações osmóticas mortais para outros organismos e valores de pH radicais.
        Os procariontes dominam a biosfera, superando em número e massa todos os outros organismos, pelo que têm um enorme impacto colectivo na Terra. Embora muito pequenas (geralmente medem entre 1 a 10 mm, quando comparadas com as células eucarióticas que medem entre 10 e 100 mm), no mar chegam a formar 90% da massa total de organismos vivos e num grama de solo agrícola há em média 2,5 mil milhões de bactérias.
        Tal como os eucariontes com que partilham a Terra, todos os procariontes atuais são o resultado de milhões de anos de evolução, estando perfeitamente adaptados aos seus habitats, nenhum deles é “primitivo”.
         A célula bacteriana típica apresenta as seguintes características:
·                     Cápsula – algumas bactérias segregam uma substância mucilaginosa por fora da parede celular, cuja presença ajuda na sua proteção. 
·                     Parede celular – estrutura que dá forma, suporte e proteção à célula. 
·                     Flagelos – quando as bactérias são capazes de movimento, este geralmente decorre da presença de um ou mais flagelos de estrutura simples, constituídos exclusivamente por flagelina.


               Material genético – composto por uma simples molécula de DNA circular, sem proteínas, localizado numa zona do citoplasma, não envolvida por membrana, designada nucleóide. Além do cromossoma bacteriano, muitas bactérias possuem plasmídeos, pequenos anéis de DNA soltos no citoplasma, contendo um ou dois genes, geralmente codificando a resistência a antibióticos ou reações metabólicas invulgares.
         As bactérias podem ser heterotróficas (realizando absorção) ou autotróficas (realizando fotossíntese ou quimiossíntese). Além disso, podem degradar matéria orgânica morta e parasitar outros organismos por exemplo.
        De acordo a presença de O2 no meio, estes organismos podem ser:
·                     Aeróbios obrigatórios – utilizam O2 no metabolismo;
·                     Anaeróbios obrigatórios – morrem em presença de O2;
·                     Aeróbios facultativos – quando existe O2 no meio podem utilizá-lo mas na sua ausência, estes organismos não morrem.
     As formas físicas das bactérias podem ser de quatro tipos: cocosbacilosvibriões, e espirilos

         A reprodução das bactérias ocorre de forma assexuada e sexuada. A assexuada é a mais comum, feita por bipartição, onde a célula bacteriana cresce, têm seu material genético duplicado, e então, a célula se divide, dando origem a outra bactéria, geneticamente igual à outra. A forma sexuada é pode ser realizada de três formas: conjugação, que consiste em uma bactéria transferir material genético para outra, e vice-versa; transdução: é a troca de genes feita através de um vírus, que invade uma célula, incorpora seu material genético, e o transmite para outras células; transformação: as bactérias podem incorporar ao seu DNA fragmentos de materiais genéticos dispersos no ambiente.
       As bactérias também podem originar esporos, em condições ambientes desfavoráveis à reprodução (altas ou baixas temperaturas, presença de substâncias tóxicas, etc). Eles são pequenas células bacterianas, com uma parede celular espessa, pouca água e um material genético. Elas são capazes de ficarem milhares de anos nestes ambientes, esperando por uma condição do ambiente melhor.

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